Neste final de semana (dias 5 e 6 de junho) farei parte do corpo de jurados do evento Random Hacks of Kindness 2010 (RHoK), fundado originalmente pelo Google, Yahoo!, Nasa, The World Bank e Microsoft.
Trata-se da realização de hacks
O evento é realizado simultaneamente em 6 cidades do mundo, que são: Washington (Estados Unidos da América), Jakarta (Indonesia), Syney (Australia), Nairobi (Kenya), Santiago (Chile) e São Paulo (Brasil).
Esta oportunidade só foi possível graças ao Yahoo! Open Hack Day Brazil 2010, momento que serei eternamente grato e servirá de padrão na realização de eventos do gênero.
O HTML5 começou a ser desenhado em junho de 2004 e agora está começando a tomar força na internet. Um dos principais objetivos de seu desenvolvimento é a diminuição de plugins necessários para se navegar. Cada vez que você acessa um website com Flash, por exemplo, ele usa os recursos de hardware necessários para se navegar na internet e, também, um recurso extra, que é para carregar o programa necessário para interpretar o vídeo ou animação. Isso acaba consumindo mais e mais recursos locais. Os principais “vilões” de desempenho são o acima citado Flash, o JavaFX, Silverlight entre outros.
Ainda, a nova versão do HTML visa a tão pregada Web Semântica, fazendo uso de novas tags que organizam e facilitam o trabalho de mecanismos de busca, navegadores especiais para portadores de algum tipo de deficiência, além da melhor organização do código criado.
Dentre os novos recursos, é possível destacar alguns como o playback de mídia sem uso de nenhum plugin (vídeos e áudio, com formato open-source como ogg e outros), armazenamento de informações offline (que melhora o tratamento de cookies e aumenta ainda mais as possibilidades de desenvolvimento), canvas (ferramenta de gráficos 2D baseado em cálculo), drag-and-drop (clicar e arrastar, para arquivos locais interagirem com sites não só por um botão de “upload“), entre muitos outros novos recursos.
Mas o que isso pode trazer como melhoria?
O fato de não precisar de plugins e de que a maioria dos chamados browsers modernos (as últimas versões de Firefox, Safari, Chrome, Opera) dar suporte, possibilita o desenvolvimento único para mais de um dispositívo.
Por exemplo: se você criar uma página com um vídeo do youTube, utilizando seu código em Flash para exibir, não funcionaria em dispositivos como alguns celulares com Android, também no iPhone, iPod Touch, no recente iPad e outros. Entretanto, se esta página possuir o mesmo vídeo, porém sendo chamado utilizando a tag <video> do HTML5 (e usando o vídeo no formato Theora), ele irá funcionar nos dispositivos acima, pelo simples fato de utilizarem navegadores com o motor baseado em WebKit, que já suporta HTML5.
No link abaixo, você pode ver uma tabela com informações comparativas da disponibilidade de cada recurso, entre os principais navegadores de hoje:
Existem também muitas melhorias fora da área de experiências ricas, como dizer que tipo de informação um campo de formulário deverá receber; se um telefone, números (com range especificado), datas, e-mail, código de cor etc.
Resumindo
Mais velocidade, compatibilidade entre dispositivos, maior compreensão do conteúdo mostrado, sites mais inteligentes e com mais recursos, aproximando ainda mais a internet do sistema operacional.
Abaixo, um vídeo interessante e introdutório criado por Brad Neuberg sobre HTML5. Em inglês.
Acesse alguns sites que já estão em HTML5 e veja a diferença (mas certifique-se de estar usando um navegador compatível).
Nos dias 21 e 22 de março foi realizada a versão brasileira do “Yahoo! Open Hack Day“. Um evento que consiste na realização de tech talks e, em seguida, desenvolvimento de hacks, incentivando o uso das ferramentas de desenvolvimento do Yahoo! (como YQL, YAP, Meme, YUI e toda a plataforma de desenvolvimento disponível na Yahoo! Developers Network).
Com uma estrutura de causar inveja há muitos eventos pagos por aí, os hackers foram tratados como estrelas. Muitos flip charts, white boards, água, chá, café e refrigerante sempre disponíveis, acho que quatro refeições por dia, Wii, PlayStation 3, post-it, banheiros extremamente bem cuidados, time do Yahoo! preparado para qualquer dúvida, internet wireless que nunca havia visto em um evento e muitos outros detalhes.
Dentre todos os colaboradores do evento, destacaram-se Guilherme Chapiewski, Antonio Carlos, Pedro Valente e mais um pessoal que, definitivamente, sabiam o que estavam fazendo.
F1 Results
Eu e Fábio Dan, como é de conhecimento, temos um coletivo para estudos chamado Social Minds, onde colocamos em prática estudos materializados em forma de idéias, que servem basicamente para o uso da internet na melhoria da vida offline.
Existiam duas idéias. Uma complexa, completa e muito boa, mas que com certeza iria demandar mais que 24 horas de desenvolvimento. Pensamos em começar antes do evento mas decidimos fazer absolutamente tudo lá. Neste tempo entre a confirmação de nossa presença e o evento, achamos um link interessante de um designer que criou uma aplicação para os campeonatos de Mario Kart com seus amigos de trabalho. O “Wii Love Mario Kart“, criado por David Desandro.
Daí em diante foi uma maratona em fazer o hacking da aplicação (que comportava poucos competidores e poucas etapas), utilizando as informações da API e adaptar a interface.
O resultado disso tudo foi além da expectativa. Muito além. Fomos premiados como o Melhor Hack do Evento (eleito pelos jurados), Melhor Hack eleito pelos hackers e melhor interface de usuário. Além das recompensas materiais, coloco abaixo as recompensas de valor inestimado pra toda a equipe:
Encurtadores de URL tem seu uso cada vez maior e torna-se mais popular com o advento do micro-blogging, ele salva alguns caracteres para fazer com que o texto seja maior e mais relevante. Meu encurtador – hoje em dia – preferido é o bit.ly.
Além disso, você ainda conta com possibilidades de personalizar uma url encurtada, no lugar dos caracteres aleatórios, você pode colocar uma palavra-chave ou tag, como por exemplo: http://encurt.ar/palavrachave.
Em seguida, um exemplo de como encurtar uma URL utilizando a API do bit.ly:
(é importante ter em mente a necessidade de um elemento com id “urlEncurtada” [div, p, input etc.], na página com este script)
Abaixo, o JSON gerado pela api do bit.ly:
Outra grande característica de alguns encurtadores é a possibilidade de ter estatísticas do link encurtado. Sua página de estatísticas de cada link é bem completa e interessante. Basta você adicionar o símbolo de “+” no final da url encurtada e a página com o sumário de acessos é exibida. Ex: http://bit.ly/aJOHzM+. Você pode até ter um sumário de quantas pessoas fizeram retweet de sua url.
Com o maior (e porque não, o mais legal) cliché do mundo dos códigos, zero e um, começo os trabalhos deste.
Pretendo aqui conversar, opinar e receber opiniões sobre as áreas que conheço. Também, sobre estudos e projetos que levo.
Posso garantir que alguns dos assuntos serão de HTML5 até empreendedorismo, passando por técnicas ágeis de desenvolvimento, back-end e front-end, evoluindo conforme os meios evoluem. Também de alguns projetos paralelos e seus braços open-source, que estou começando com um grande amigo.
O primeiro post já está sendo feito e em breve será postado.
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